GABRIELLE GIBRAM Advocacia
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SAÚDE MENTAL NO TRABALHO

Burnout, ansiedade e adoecimento relacionado ao trabalho

Sobrecarga, pressão constante, assédio, falta de suporte e outras características da organização do trabalho podem repercutir na saúde mental. A análise jurídica exige compreender o quadro clínico, a rotina profissional e as provas da relação entre trabalho e adoecimento.

Burnout é mais do que cansaço

A Síndrome de Burnout é reconhecida pelo Ministério da Saúde como síndrome de esgotamento profissional associada a situações de trabalho desgastantes. O diagnóstico é médico e a existência de sintomas, isoladamente, não permite concluir que exista doença ocupacional.

Quando o trabalho pode ter relevância jurídica?

Em cada caso, é necessário investigar a organização e as condições do trabalho, a evolução clínica e a existência de nexo ou contribuição do trabalho para o surgimento ou agravamento do quadro. A repercussão jurídica pode envolver temas trabalhistas e previdenciários.

Provas que podem ser relevantes

Saúde mental e a NR-1

Desde 26 de maio de 2026, a nova redação do capítulo 1.5 da NR-1 inclui expressamente os fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais. Entre os exemplos indicados pelo Ministério do Trabalho estão sobrecarga, assédio e falta de suporte no trabalho.

O ponto central é a realidade do trabalho.

O nome do diagnóstico não resolve sozinho a questão jurídica. É preciso reconstruir o que acontecia no ambiente profissional, quando os sintomas surgiram ou se agravaram e quais elementos documentam essa relação.

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